Celebrando a vida de Leandro Feitosa Andrade (1960-2018)
16 de maio de 2019 · 1 min de leitura
Nosso encontro, daqueles que o lembraram, deixou evidente sobretudo como Leandro fora comprometido com a vida, em seu trabalho, em suas relações pessoais e consigo mesmo. Tudo em sua trajetória – do garimpo à militância e a docência – deixa evidente: Leandro viveu uma vida corajosa, comprometida, distante de arrogâncias, mas ainda assim de alguma forma, até mesmo na simplicidade dos confortos que procurava, ambiciosa. E a ambição parece ter residido exatamente em viver uma vida se entendendo de fato, construindo vínculos reais e contribuindo para que homens e mulheres vivenciassem o mundo de maneira mais justa e com respeito.
Certamente, nossas lembranças iluminam um pouco do que teria sido Leandro, o pensador, o pai, o amigo, o companheiro, o filho. Contudo, é possível também que não consigam alcançar a complexidade do que foi o homem Leandro.
Em nossa finitude, nos vemos atravessadas pela dificuldade de lidar com a morte e com a forma precoce com que Leandro nos deixou. Falar, compartilhar e elaborar a falta em sua ausência, as saudades que tecemos a cada dia e quando nos lembramos dele, é o que nos aproxima de mantê-lo como uma inspiração entre nós.
Que Leandro permaneça presente, como um afeto que nos mobiliza e nos inspira a uma vida comprometida, com nós mesmos e com o mundo no qual desejamos existir.
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